O relatório mostra 80% de acertos. Esse número pode representar quatro respostas em cinco oportunidades ou quarenta em cinquenta. Pode reunir tarefas diferentes, respostas com ajuda ou situações muito parecidas. Antes de interpretar um resultado, precisamos saber o que foi contado e como a atividade aconteceu.

Em resumo: Uma porcentagem descreve os dados registrados. Ela não explica sozinha a aprendizagem e não determina diagnóstico ou nível clínico de suporte.

Defina uma oportunidade antes de contar

Em uma atividade de distribuir um copo para cada lugar, uma oportunidade poderia ser preparar uma mesa com três lugares. Em outra proposta, poderia ser colocar um copo em um lugar. As duas definições são possíveis, mas produzem denominadores diferentes. Escolha uma e mantenha a descrição visível.

Não multiplique artificialmente tentativas dividindo uma ação em muitos registros apenas para obter um número maior. Também não transforme ausência, recusa ou falta de acesso ao material em erro automático. Registre essas situações à parte e investigue o contexto.

Calcule e informe o denominador

Se houve cinco oportunidades válidas e quatro respostas atenderam ao critério combinado, a porcentagem é 4 ÷ 5 × 100 = 80%. Escreva “4 de 5, com apoio visual disponível”, em vez de apresentar somente 80%. Sem nenhuma oportunidade válida, o resultado é “não calculável”, e não zero por cento.

Com poucas tentativas, uma resposta altera muito o percentual. Em cinco oportunidades, passar de quatro para três acertos muda o resultado de 80% para 60%. Essa diferença, sozinha, não demonstra perda de habilidade: a situação, o material e a ajuda também podem ter mudado.

Descreva a ajuda sem confundir acesso com dependência

Uma demonstração da ação, uma instrução verbal e um recurso de comunicação têm funções diferentes. Se o objetivo é ordenar cenas, mostrar a resposta fornece ajuda para resolver a tarefa. Se a pessoa usa CAA para indicar a ordem escolhida, o recurso permite expressar a resposta; sua presença não significa, por si só, que o raciocínio foi feito pelo adulto.

Anote qual apoio ocorreu e em que etapa. Evite uma escala genérica que coloque toda tecnologia assistiva como desempenho inferior. Os direitos de comunicação incluem acesso aos meios necessários para participar.

Referência: National Joint Committee — ASHA.

Compare situações compatíveis e faça perguntas melhores

Antes de comparar dois dias, verifique se o critério, os materiais, o contexto e a forma de ajuda eram semelhantes. Se houve mudança, registre. Perguntas úteis incluem: a pessoa começou a atividade com mais autonomia? Pediu esclarecimento? Usou a habilidade numa situação diferente?

O registro de tentativas do site organiza contagens e tipos de ajuda. Seus resultados não são uma escala clínica validada. Níveis de suporte do TEA e avaliação de deficiência intelectual exigem análise profissional ampla; não podem ser obtidos convertendo porcentagens de atividades.

Referência: CDC; NICHD — National Institutes of Health.

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Perguntas frequentes

Uma porcentagem alta significa que a habilidade está generalizada?

Não. É necessário observar o uso em outras situações relevantes, descrevendo mudanças de contexto e apoios.

Devo retirar a ajuda para medir independência?

Não retire recursos de acesso necessários. Planeje com a equipe quais pistas de ensino podem ser reduzidas e registre o que continua disponível.

Sobre este conteúdo

Projeto de Filipe Amorim. As fontes oferecem contexto; os exemplos não são relatos de atendimentos nem prescrições individuais.

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Fontes consultadas

  1. Communication Bill of Rights, 3rd Edition — National Joint Committee — ASHA.
  2. Avaliação e diagnóstico do autismo — CDC.
  3. Avaliação das deficiências intelectuais e do desenvolvimento — NICHD — National Institutes of Health.